sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Lula: se não me condenarem em segunda instância, o golpe não fecha

 

Foto Ricardo Stuckert

Bahia 247 - O ex-presidente Luiz Inácio da Silva deu entrevista nesta sexta-feira, 18, ao jornalista Mario Kertész, da rádio Metrópole de Salvador, e voltou a defender sua inocência nas ações penais da Lava Jato. Lula disse que o objetivo de sua eventual condenação em segunda instância é concluir o golpe, iniciado em 2016 com a derrubada da presidente Dilma Rousseff.

"Deram um golpe, colocaram o Temer e o Brasil afundou", disse Lula. "Eles vão ter que se explicar para a sociedade. Eu quero estar vivo para ver qual é a explicação deles. A Lava Jato está virando um partido político e tem espaço garantido na televisão. Se eu voltar em 2018, vou voltar mais forte. Eles sabem que sou capaz de envolver toda a sociedade brasileira e resolver o problema do país", disse o ex-presidente.

Lula prometeu retomar investimentos para a roda econômica voltar a girar; na entrevista, ele também criticou a força-tarefa curitibana e disse que eles se tornaram escravos da Rede Globo.

Lula manda recado a golpistas

Em noite em que reviveu seus melhores discursos, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi a estrela do lançamento de nova fase do Memorial da Democracia, lançado no final de 2015. A nova etapa do Memorial – construído em parceria com o Projeto República, da Universidade Federal de Minas Gerais – foi lançada na Arena Fonte Nova, em Salvador, com a participação de todas as mais importantes lideranças do partido e representantes de diversas entidades e legendas, como PCdoB, UNE, MST e CUT.

O ex-presidente chegou a Salvador no início da tarde e participou de uma maratona em que uma multidão o cercou por onde passou, desde sua chegada, passando pelo metrô, até chegar à Fonte Nova. Sobre a caravana por nove estados do Nordeste, que iniciou hoje na capital baiana, no projeto "Lula pelo Brasil", afirmou: "Quero andar pelo país para contar ao povo o que está acontecendo neste país".

No discurso, Lula usou como mote a memória e a história para falar, entre outros temas, do golpe que levou Michel Temer ao poder, de cidadania, liberdade e, sem citar nomes, do juiz que proibiu o ato de entrega do título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB) e do prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB).

Ele se mostrou consciente de ser a liderança capaz de neutralizar as informações mal-intencionadas da mídia tradicional, capitaneada pela família Marinho desde o início do processo do "mensalão" em 2005. "Não é possível que esse povo se informe pela Rede Globo de Televisão", disse. "Não sou nenhum revolucionário, sou um despertador de consciência."

Mencionou 2018 mas não foi conclusivo sobre sua própria candidatura. "Este país tem que se preparar porque em 2018 tem que colocar uma pessoa democrata para governar, e a gente tem que começar a se organizar já. Vocês sabem que ainda falta muito tempo. Não existe candidato, mas nós saberemos quem é o candidato na hora certa", afirmou. E mostrou disposição incomum para quem é diuturnamente perseguido pelo Judiciário e pela mídia. "Tô com 71 anos, mas com vontade de lutar como se tivesse 30."

Usou de ironia para comentar a suspensão da cerimônia de entrega do título honoris causa, cancelada por pedido do vereador Alexandre Aleluia (DEM). "Queria falar ao vereador que ele tem o direito de não gostar de mim, porque ele é do DEM e não precisa gostar de mim, porque eu também não gosto dele", afirmou, enfatizando não ser por motivos pessoais, mas ideológicos. "Todo mundo sabe o que eu fiz na Bahia. Eles têm medo pelo que nós vamos fazer daqui pra frente."

Segundo Lula, os governos do PT e a democracia têm raízes no país. "A ideia da liberdade, da democracia, da participação social é muito forte. Não adianta achar que acabando com Lula acaba com isso."

Acusou os golpistas de "truncarem a democracia" ao derrubar Dilma e prometeu: "Vocês vão pagar com a mesma moeda o que fizeram com a democracia brasileira. E em 2018 a gente vai eleger uma pessoa democraticamente."

Em noite em que o tema era a memória, assinalou: "É importante reconstituir a história, porque a história é contada pelos dominadores, a gente aprende a história que os dominadores quiseram", disse. "Os que deram o golpe de 64 nunca aceitaram a palavra golpe, diziam que vieram pra consertar o Brasil que estava sendo entregue aos comunistas." Lembrou que a dominação no Brasil começou na Bahia, em cujo litoral, segundo os livros de história, a frota de Pedro Álvares Cabral chegou em 22 de abril de 1500.

Doria e Temer

Lula convidou o presidente Temer a se retirar da presidência da República. "Tem mais gente na rua hoje do que quando eu cheguei na presidência', disse. "Se um governante não tem competência pra resolver a crise e começa a vender o patrimônio deste país, esse governo tem que pedir desculpas e ir embora, porque não serve para governar."

E ironizou o prefeito João Doria: "Se o prefeito de São Paulo já invadiu a Cracolândia, imagina se fizermos um Museu da Democracia na Cracolância". Foi uma referência à interdição, por ação do Ministério Público, que moveu ação contra a cessão de um terreno municipal no centro de São Paulo para a construção de um museu que o MP afirmou que serviria para "divulgação da imagem" de Lula.

As dificuldades práticas para criação de um museu físico, com documentos, imagens e objetos que comporiam um espaço de reflexão sobre a construção do país a partir da República levaram à criação do museu virtual. O Memorial da Democracia, que teve hoje a apresentação de mais um fragmento dessa história. (Da RBA)

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/brasilia247/312437/Lula-se-n%C3%A3o-me-condenarem-em-segunda-inst%C3%A2ncia-o-golpe-n%C3%A3o-fecha.htm

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Lula causa medo a todos da Direita que não gostam de Povo

Juiz federal suspende título a Lula na Bahia

Bahia 247 - A Justiça Federal deferiu pedido liminar do vereador do DEM Alexandre Aleluia e barrou a entrega do título de Doutor Honoris Causa ao ex-presidente Lula (PT), a ser concedido na Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB). A cerimônia estava marcada para esta sexta-feira (18), em Cruz das Almas, mas o juiz Evandro dos Reis, da 10ª Vara Federal Cível, determina a suspensão do evento para esta "ou outra qualquer data".

Segundo a decisão do magistrado, "a solenidade encontra-se marcada para o dia 18/08/2017 e sua realização frustra a prestação jurisdicional, porquanto, acaso procedente a pretensão, não será possível retroceder no tempo para desconstituir a solenidade".

O juiz orienta ainda que o ofício seja encaminhado à Polícia Federal, "para que esteja presenta na data e local anunciados da entrega da honraria e, em caso de descumprimento desta decisão, adote as medidas cabíveis".

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/bahia247/312328/Juiz-federal-suspende-t%C3%ADtulo-a-Lula-na-Bahia.htm

Herdeira diz que vai dobrar doação a Lula após proibição


Reprodução

247 - A Justiça paulista determinou que Roberta Luchsinger, herdeira de um ex-acionista do banco Credit Suisse, pague um débito de R$ 62 mil com uma loja antes de doar dinheiro a alguém.

A decisão do magistrado Felipe Albertini Nani Viaro, da 26º Vara Cível, veio na esteira do anúncio feito por Roberta de que iria doar R$ 500 mil para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, após ele ter os bens bloqueados por decisão do juiz federal Sérgio Moro, no âmbito da Lava Jato.

Pelas redes sociais, a herdeira definiu a decisão do magistrado como "perseguição" e anunciou que irá dobrar a oferta ao petista. "Depois de quererem bloquear a doação ao Lula, eu decidi dobrar", anunciou, pelo Twitter.

"Acho que a partir de agora, baseado na decisão do juiz que quer me impedir de doar para o Lula, confirmando assim a perseguição contra o presidente, deveria ser proibida qualquer doação a seja quem fosse. A começar pelas empresas que doam ao Doria por exemplo, será q estão todas ok? Será que esse juiz não gostaria de pegar e fazer essa análise ?!! Juristas de plantão , o que pode ser feito? Se não pode pra um , não pode pra outro....", postou Roberta no Face book.

A decisão do juiz foi lastreada em um pedido de execução feito por uma loja de móveis por conta de uma dívida de R$ 62 mil que teria sido contraída por Roberta. "Advirta-se, ainda, que deverá abster-se de qualquer ato de disposição graciosa dos bens até que pague a integralidade da dívida", destaca a decisão.

A Justiça determinou, ainda, um prazo de dez dias para que Roberta Luchsinger possa "indicar bens passíveis de penhora, sob pena de se considerar praticado ato atentatório à dignidade da Justiça, sujeito a multa no valor de até 20% do valor atualizado do débito em execução".

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/brasil/312292/Herdeira-diz-que-vai-dobrar-doa%C3%A7%C3%A3o-a-Lula-ap%C3%B3s-proibi%C3%A7%C3%A3o.htm

CUT proporá ação popular para anular o golpe

 

247 - A Central Única dos Trabalhadores está convocando seus manifestantes para aderirem ao movimento que pede a anulação do golpe jurídico-parlamentar que destituiu a presidente legitimamente eleita Dilma Rousseff. A ideia de CUT é entrar com uma ação popular que garanta o restabelecimento do governo democraticamente eleito.

"Para que algo aconteça é preciso que haja, inicialmente, uma ação popular, representando o primeiro passo. A luta está em fase de empoderamento do povo, pelo exercício de sua cidadania plena, através da soberania popular constitucional expressa em cada assinatura realizada no firme propósito de materializar a ação popular.

A ação popular tem por finalidade anulação do impeachment, pelo Supremo Tribunal Federal, bastando para isso seis voos a recondução ao cargo da presidente Dilma Rousseff, desfazendo todos os gastos ilegítimos deste desgoverno impostor".

Confira abaixo os principais trechos do comunicado:

"Uma ação popular para anular o impeachment. Só com nossa união vamos atingir nossos objetivos de salvar esse país.

Enquanto cidadãos, temos o direito e dever de respeitar a Constituição de 1988. É direito e dever de todo e qualquer cidadão brasileiro zelar e lutar pelo seu fiel cumprimento, fazendo, inclusive, valer seu parágrafo único. “Todo poder emana do povo” e os demais artigos que tratam da soberania popular como vontade expressa e legal.

A soberania nacional não pode ser assassinada pelo próprio povo, sua maior liderança, seve ser recatada com dignidade, com evolução histórica da cidadania democrática.

Para que algo aconteça é preciso que haja, inicialmente, uma ação popular, representando o primeiro passo. A luta está em fase de empoderamento do povo, pelo exercício de sua cidadania plena, através da soberania popular constitucional expressa em cada assinatura realizada no firme propósito de materializar a ação popular.

A ação popular tem por finalidade anulação do impeachment, pelo Supremo Tribunal Federal, bastando para isso seis voos a recondução ao cargo da presidente Dilma Rousseff, desfazendo todos os gastos ilegítimos deste desgoverno impostor."

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/brasil/312228/CUT-propor%C3%A1-a%C3%A7%C3%A3o-popular-para-anular-o-golpe.htm

Defesa de Lula pede correspondências entre MPF e MP da Suíça


Reuters | Ricardo Stuckert/Instituto Lula

247 - A defesa do ex-presidente Lula apresentou um requerimento nesta quinta-feira 17 ao juiz Sergio Moro, da 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba, que determine ao Ministério Público Federal a apresentação de todas as correspondências trocadas com o Ministério Público da Suíça a respeito do "My Web Day", espécie de sistema de propinas da Odebrecht.

Os advogados pedem inclusive que seja apresentada a via eletrônica dos documentos para que sejam submetidos à perícia. O MPF alega que não teve acesso a "cópia integral" do sistema.

Em delação premiada, no entanto, um dos executivos da Odebrecht declarou aos investigadores da Lava Jato estar na posse da chave que dá acesso ao sistema. Cinco dias após a defesa de Lula requerer acesso ao dispositivo, ele se retratou dessa afirmação.

Na mesma petição, a defesa de Lula também pediu a suspensão dos interrogatórios marcados para o mês de setembro a fim de submeter ao contraditório papéis que foram juntados em 03/08 pelo Ministério Público, após a realização de 34 audiências e a oitiva de 97 testemunhas.

A defesa sustenta que "o MPF promoveu a juntada tardia de papéis ao processo, impedindo que a defesa pudesse indagar às testemunhas sobre esse material. Há necessidade de dar oportunidade para que as testemunhas indicadas pela defesa sejam reinquiridas. A juntada desses papéis também não foi acompanhada de qualquer indicação de origem e devem ser objeto de uma perícia".

Confira aqui a íntegra da petição.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/brasil/312311/Defesa-de-Lula-pede-correspond%C3%AAncias-entre-MPF-e-MP-da-Su%C3%AD%C3%A7a.htm

OAB vai ao STF para que Rodrigo Maia analise impeachment de Temer

 

Antonio Cruz/ Agência Brasil

247 - A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) acionou o Supremo Tribunal Federal contra o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), por omissão.

O motivo: o deputado mantém pendentes, sem análise, 25 pedidos de impeachment apresentados contra Michel Temer. Destes, 22 são referentes à delação da JBS.

A própria OAB pediu a abertura de processo contra Temer no dia 25 de maio. A entidade pede ao Supremo para que Maia tenha um prazo para a análise dos pedidos.

"Embora o artigo mencionado não estipule um prazo para que seja realizado tal ato, o não processamento da denúncia pelo Excelentíssimo Presidente da Câmara dos Deputados representa ato ilegal e omissivo e, ao final, revela grave violação aos preceitos constitucionais", afirma a entidade, em ação assinada pelo presidente Claudio Lamachia.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/brasil/312281/OAB-vai-ao-STF-para-que-Rodrigo-Maia-analise-impeachment-de-Temer.htm

Golpe destrói 15 anos de superávits fiscais

 

Beto Barata/PR

247 - A revisão da meta fiscal deixou evidente o fracasso econômico da aliança golpista que tomou o País.

Confirmadas as novas metas fiscais, o Brasil vai somar déficits que acabarão anulando todo o esforço fiscal acumulado desde o início da adoção de superávit primário, em 1999, pelo governo Fernando Henrique Cardoso. O novo cenário do governo indica que as contas públicas seguirão no vermelho até, pelo menos, o início da próxima década.

De 1999 a 2013, o Brasil acumulou sequência de 15 anos consecutivos de superávit primário. Neste período, o País somou R$ 801,6 bilhões, segundo dados do Banco Central. Nessa década e meia de contas no azul, o governo central - conjunto do governo federal, Previdência e Banco Central — fechou todos os anos no azul mesmo com o crescente rombo no sistema previdenciário.

Com a previsão anunciada na terça-feira, o saldo negativo que começou há quatro anos terá alcançado R$ 818,6 bilhões em 2020.

O rombo previsto para começar na próxima década vai anular, portanto, completamente o esforço fiscal acumulado em 15 anos de metas de superávit primário.

As informações são de reportagem de Fernando Nakagawa no Estado de S.Paulo.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/economia/312212/Golpe-destr%C3%B3i-15-anos-de-super%C3%A1vits-fiscais.htm

O Brasil entre a ditadura dos bancos e a caravana da esperança

O Brasil foi arrebatado pelos golpistas e entregue nas mãos dos banqueiros. O país é muito pior, mais pobre, mais desigual e injusto. Cinco milhões de pessoas voltam à situação de pobreza. O Bolsa Família foi tirado de milhões de pessoas carentes. Milhões penam o desemprego, outros tantos trabalham de forma absolutamente precária, a grande maioria tem medo de perder o emprego e ficar ao desalento

A imagem internacional do país nunca foi tão ruim, ninguém mais o respeita. O governo corta recursos do orçamento o tempo todo, penalizando os mais pobres, mas o déficit público só aumenta, pela farra do Temer para escapar dos processos, aí o governo dilapida o pré-sal para manter o presidente corrupto.

O país é dirigido por banqueiros, diretamente, ou por seus representantes. Se impõem os interesses do capital financeiro, se perdoam dívidas dos bancos privados, enquanto se tira o Bolsa Família de milhões de pessoas carentes. O Brasil está sendo sucateado em favor da especulação financeira. A economia se desnacionaliza, o Estado é destruído, a sociedade se fragmenta e os trabalhadores perdem seus direitos.

Para consolidar o atentado contra a democracia, se busca destruir os partidos e os sindicatos. Os partidos, pelo Distritão, que os reduz a barrigas de aluguel de parlamentares corruptos que buscam reeleger-se e se proteger das acusações de corrupção. Os sindicatos, mediante reformas da CLT que deixam os trabalhadores absolutamente desprotegidos diante da sanha patronal.

Um ano e meio depois, esse é o Brasil que a direita impõem pela via da força, diante da passividade cúmplice do STF, do apoio desconcertado da mídia que promoveu o golpe, diante das arbitrariedades de promotores mancomunados com a mídia e da PF. Esse o país dos bancos e da gangue corrupta que entregou o Brasil nas mãos dos rentistas, que vivem do endividamento alheio

Nesse momento Lula sai para uma Caravana da Esperança pelos 9 estados do Nordeste do Brasil. Um Lula que volta às suas origens depois de ter se consagrado como o presidente que transformou o Brasil para um país muito melhor, menos injusto, orgulhoso de si mesmo, confiante na sua capacidade de superar seus problemas, respeitado pelo mundo. Um Lula muito mais experiente, que sabe que o Brasil é viável, que pode retomar o caminho do desenvolvimento e da distribuição de renda. Que sabe que é indispensável o resgate do Estado para fazer o país voltar a crescer e a garantir as políticas sociais contra o abandono do povo e os direitos dos trabalhadores.

Lula chega ao Nordeste para ver as transformações fundamentais que os governos do PT levaram a cabo, que mudaram radicalmente a fisionomia da região e, ao mesmo tempo, constatar os retrocessos que o governo golpista dos banqueiros está produzindo. Lula vai ouvir e falar, abraçar e ser abraçado, ver e anotar, agradecer a confiança do povo do Nordeste e retribuir essa confiança.

Lula leva a palavra de esperança, na hora em que querem não apenas terminar com o Brasil menos desigual, como acabar com a esperança dos brasileiros. Sabem que só podem governar se o povo se desmoralizar, se perde a perspectiva de recuperar seus direitos. Só um país sem esperança pode ser massacrado pelos chacais que odeiam o Brasil, o povo e a democracia.

Um regime ditatorial tem que ser derrotado, mas tem que ser derrubado, para terminar. Não vai se entregar facilmente, porque tem muito a perder. Essa primeira Caravana da Esperança é um marco divisório no futuro do Brasil. Ela vai contribuir para levantar a disposição do povo em derrubar a ditadura dos bancos por demonstrações cada vez maiores de que os brasileiros não aguentam mais, que não suportam mais ver o país e suas próprias vidas entregues nas mãos dos que estão tirando o pão e a esperança dos brasileiros.

Vai ser uma Caravana histórica, épica, emocionante, de reencontro de Lula com o seu povo, do povo com a esperança. O Brasil todo tem os olhos postos nessa caminhada, milhões participarão diretamente dela, muitos milhões mais a acompanharão com o seu coração e os olhos postos nessa linda trajetória pelo Nordeste, que apenas reinaugura a batalha da esperança contra a dilapidação com querem destruir o Brasil e a esperança dos brasileiros.

São essas as duas possibilidades que o pais tem hoje diante de si: a ditadura dos bancos, da especulação e da super exploração do seu povo ou a recuperação da esperança e do projeto que resgatou o Brasil da miséria e da desesperança.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/blog/emirsader/312032/O-Brasil-entre-a-ditadura-dos-bancos-e-a-caravana-da-esperan%C3%A7a.htm

Fundadora do PT critica desmonte da bancada na Alesp

 

Reprodução

SP 247- Fundadora do PT, a educadora e ex-deputada Beatriz Pardi, usou as redes sociais para condenar o desmonte da bancada do partido na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).

Ela afirma ter sido exonerada do cargo de assessora especial que ocupava na bancada enquanto gozava as férias, juntamente com uma "boa dúzia de funcionários". Beatriz diz, ainda, que os novos contratados "não têm expertise" e que muitos dos demitidos estão sendo chamados para fazer "o trabalho que perderam'.

Beatriz já havia afirmado, em julho, que estava em curso "uma clara opção de desmonte, de desconstrução dos recursos que dão embasamento ao exercício político da Bancada, em prol de recursos eleitorais imediatos".

"Em vez de construirmos nossas opções, grudamos no banqueiro, no açougueiro. Isso se repete internamente. Em vez de sentar e conversar, de começar a destrinchar, fomos empurrando para debaixo do tapete. Quanto mais diziam que amanhã ia dar certo, naquelas análises mirabolantes tão comuns, menos dava certo", disse.

Leia a íntegra da nota:

VOLTA, PT

Este texto não é um desabafo, é uma crítica. Uma discussão política, ainda que atravessada por sentimento. Estranho que precise fazer essa ressalva, a de que política não exclui o coração. Mas acho que preciso.

Após 12 anos como assessora de Educação da Bancada do PT na Assembleia Legislativa de São Paulo, e mais dois mandatos como deputada estadual na mesma Casa, claro que já presenciei e vivi reorganizações de equipe após trocas de liderança. É esperado. O que está acontecendo hoje, porém, não é nada disso. Com todo respeito às qualificações dos companheiros que nos substituirão, há uma clara opção de desmonte, de desconstrução dos recursos que dão embasamento ao exercício político da Bancada, em prol de recursos eleitorais imediatos.

É uma opção política desesperada e temerária. Vivemos em um Estado onde somos oposição acuada, onde um governador como Alckmin se reelege em 1º turno. É assustador que encontremos ainda mais espaço para recuar. Mas estamos encontrando.

Assinei a ata de nascimento de um partido muito diferente daquele que, agora, assina seu desejo de dispensar meu trabalho. Eu e uma boa dúzia de companheiros altamente qualificados fomos exonerados de nossas atividades como assessores técnicos da bancada do PT na Alesp nas últimas semanas – no meu caso, durante minhas férias – em nome de um suposto "projeto revolucionário de organização". Talvez procurem gestores.

A seca de qualidade da Liderança hoje é tal que quem ficou não se inibe e chega a telefonar para quem foi embora pedindo que façam análises técnicas, que façam por favor o trabalho do emprego que perderam. Os novos não têm "expertise", não foram contratados com essa função.

Tenho 75 anos. Não são poucos, e alguns deles foram bons. Muitos dos melhores foram na década de 1980, quando construímos e vivemos a ascensão do movimento social. Quando até o PMDB era democrático, quando talvez houvesse mais democracia do que hoje.

Entrei na USP com mais de 30 anos, já mãe, e cheguei a esse momento da história completamente envolvida no movimento estudantil, depois no de professores, no de educação, onde milito até hoje; no movimento contra a carestia, pela anistia, no MEP; na criação da CUT, na tomada da Apeoesp. Mas, fundamentalmente, envolvida no nascimento do Partido dos Trabalhadores.

Lembro do mundaréu de gente no dia da fundação do PT. Muitas mulheres, especialmente por conta do movimento de professores. Lembro do que a gente falava, do que ouvia, do entusiasmo de todos.

Com o passar do tempo e das lutas, fui me destacando como liderança. Na esteira da espetacular campanha do Lula em 1989, me candidatei a deputada estadual dois anos depois. Fiz minha campanha dormindo na casa de outros professores enquanto viajava pelo Estado. Fui eleita com votos em 457 dos pouco mais de 600 municípios paulistas. E reeleita em 1995.

Depois, quando os professores ocuparam a Assembleia durante a greve de 1995, retribuí a hospitalidade – dormiram em meu gabinete.
Mandato é aquela coisa de dia a dia, realidade. A gente aprende a dificuldade que é ser oposição institucional. Mas conseguimos uma atuação marcante: CPIs de Violência contra a Mulher e contra Criança e Adolescente; desmonte de uma máfia que vendia livros didáticos novos para serem retalhados e virarem aparas, ação contra juízes que traficavam crianças, colaboração na formação do ECA.

Após meus mandatos como deputada, fui subprefeita de Pinheiros na gestão Marta Suplicy. E foi ótimo. Marta não era autoritária, como muitas vezes pintam. Era mandona. São coisas diferentes. Ela ouvia e, às vezes, voltava atrás.

Hoje, aqui, não há sequer conversa. Manda quem pode, obedece quem tem juízo. É um ditado batido e que se aplica perfeitamente à banalidade do que nos tornamos.

Engraçado como, à medida que vou contando, sinto que a história vai empobrecendo. Como se anunciasse uma tempestade.

Até meu aniversário em 6 de junho de 2005 eu era feliz e não sabia. Mensalão.

Uma coisa que não se fala muito, talvez por ser feia demais, é que houve um aproveitamento extremamente nocivo dessa situação para se fazer política interna. A partir daí, a disputa dentro do partido mudou de nível. Brigas, competição pelos postos de direção, isso tudo cresceu, sem dar solução política que pudesse superar as contradições, as dificuldades. Não houve esforço suficiente.

Em vez de construirmos nossas opções, grudamos no banqueiro, no açougueiro. Isso se repete internamente. Em vez de sentar e conversar, de começar a destrinchar, fomos empurrando para debaixo do tapete. Quanto mais diziam que amanhã ia dar certo, naquelas análises mirabolantes tão comuns, menos dava certo.

Nos tornamos desconhecidos entre nós. Começamos a guardar tudo para o acúmulo do poder. Recentemente, no trabalho, ouvi perguntarem "quem é essa senhora?".

O que a gente viveu entre a década de 1990 e 2011 nunca será perdido. Aliás, ainda está para ser percebido realmente como a coisa inédita e grandiosa que é. Mas, no momento atual, o processo secou, encurtou, emburreceu. Ninguém mais consegue dizer grandes coisas.

Vejo todos se preparando para a eleição da mesma maneira de sempre. Vamos novamente esquecer de construir uma solução?

Nisso, estamos, justo nós, reproduzindo o que há de pior no patronato. Justo agora, num momento crucial de luta contra reformas, perda de direitos, de uma nova luz no trabalhismo.

Essa briga mesquinha propicia o autoritarismo e a falta de produção de política dentro do partido, o que é muito visível. Para citar outro ditado ordinário: quando a fome entra pela porta, o amor sai pela janela. Na nossa crise interna, o primeiro a sumir foi o companheiro.

Bia Pardi, fundadora do Partido dos Trabalhadores

SP, agosto de 2017

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/sp247/312274/Fundadora-do-PT-critica-desmonte-da-bancada-na-Alesp.htm

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

No pós-Temer, a verdadeira herança maldita


PR / Agência Brasil

Depois do golpe que derrubou a presidente eleita Dilma Rousseff, o entorno de Temer começou a falar em “herança maldita”, numa referência ao déficit fiscal que hoje nem faria cócegas do mega-rombo que Temer e Meirelles programaram para este ano e para os próximos, de modo que até 2020 as contas públicas ainda estarão comprometidas. Depois que Temer se for, pois não há mal que sempre dure, o novo governo e o Brasil continuarão pagando caro pela verdadeira “herança maldita” que eles vão deixar.

O que o governo anunciou ontem foi uma estrepitosa derrota (que só perde para a sua derrota moral). Foi seu fracasso exatamente na área em que os golpistas se apegaram para derrubar Dilma, a do zelo para com as contas públicas. Chega a ser patético o consolo de Meirelles com o fato de ter vencido a queda de braço com o núcleo político do governo, fazendo valer o déficit de R$ 159 bilhões para este ano, e não o de R$ 170 bilhões que os outros queriam. Então, vamos ter rombos deste valor em 2017 e 2018, e em 2019, primeiro ano do governo do novo presidente, em fez de um déficit de R$ 65 bilhões, um R$ 139 bilhões. A herança maldita vai afetar também o segundo ano. Em vez de um superávit de R$ 10 bilhões, haverá um rombo de R$ 65 bilhões.

Com estas metas, Temer e Meirelles avançam sobre o futuro governo – como avançaram ao congelar o gasto público por 20 anos. Talvez se esqueçam, pelo vício do cachimbo da ilegitimidade, que o novo presidente, seja ele quem for, será um representante da vontade popular (vamos acreditar que nenhum outro golpe afetará o calendário eleitoral). E como tal, poderá rever tudo isso. Não por um passe de mágica, naturalmente, mas criando as condições para que a economia e as receitas voltem a crescer. Ou, em última hipótese, redistribuindo a conta que ontem foi direcionada para os mais fracos, como os funcionários públicos e os que ganham o salário-mínimo.

Meirelles, no anúncio de sua retumbante derrota, passou ao largo de um dos fatos determinantes do alargamento do rombo fiscal, o esfarelamento da base parlamentar de Temer depois da votação que o dispensou de responder a processo por corrupção passiva. A sequelas tiveram consequências fiscais, como o estraçalhamento do Regis e a não-votação do projeto de reoneração da folha de pagamento das empresas, entre outras medidas boicotadas, afora a decisão já tomada pelos aliados, de não votar a reforma previdenciária. Pelo menos não esta, que penaliza apenas a turma da fila do INSS.

Meirelles, entretanto, tem um encontro marcado com a base, que terá de aprovar em poucos dias o projeto que altera a LDO para o ano que vem, incorporando a nova meta fiscal, visto que até o próximo dia 31 o governo é obrigado a apresentar ao Congresso a proposta orçamentária para 2018. A base vai dar trabalho, embora o Congresso não tenha nada mais a fazer senão agalhar o rombo e este aviltante comprometimento das contas do futuro.

Cascata de retrocessos

Muito mais que o Bolsa-Família, o choque de crédito e todos os programas sociais, a política de crescimento contínuo do salário-mínimo nos anos Lula foi fundamental para a obtenção das taxas de crescimento e de redução da pobreza. Sob Temer, a política de reajustes acima da inflação já foi para o brejo e agora o governo permitiu-se a maldade de reduzir em R$ 10 o valor do salário-mínimo previsto para o ano que vem, de R$ 979 para R$ 969. Aí esta uma forma matreira de fazer reforma previdenciária predatória, pois a medida afetará os 14 milhões de aposentados que ganham o piso (dois terços do total de 21 milhões de aposentados). Só com estes dez reais, Temer-Meirelles vão tomar R$ 140 milhões, no ano que vem, dos mais pobres entre os mais pobres.

Um pacote especial de maldades foi anunciado para os funcionários públicos, juntamente com o aumento do déficit: elevação da alíquota de contribuição previdenciária de 11% para 14% (para quem ganha acima do teto de aposentadoria de R$ 5.531,00), adiamento dos aumentos escalonados já aprovados, corte de benefícios como auxílio-moradia e  ajuda de custo nas remoções e aumento dos degraus para ascensão nas diferentes carreiras. Uma delas, a que fixa o salário inicial no serviço público em R$ 5 mil, terá consequências danosas para a qualidade da burocracia brasileira. Auditores fiscais, diplomatas, técnicos do Tesouro, entre outras carreiras, exigem profissionais com elevada qualificação, que não irão mais se interessar pelo ingresso no serviço público para começar ganhando tão pouco.

A cascata de retrocessos para os mais fracos não acaba. No meio disso tudo, a CEF anunciou que voltará ao passado, no financiamento de imóveis para a classe média. Depois de ter financiado até mais de 90% do valor do imóvel, agora o teto volta a ser de 80%.

Só nos resta mesmo o consolo de que não há mal que sempre dure.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/blog/terezacruvinel/312147/No-p%C3%B3s-Temer-a-verdadeira-heran%C3%A7a-maldita.htm